giovedì 21 dicembre 2017

Fernando Pessoa. Dalla mia rinuncia


      Dalla mia rinuncia a collaborare con l’esistenza del mondo eterno deriva, tra l’altro, un fenomeno psichico curioso.
    Rinunciando internamente all’azione, disinteressandomi delle Cose, riesco a vedere il mondo esterno, quando l’osservo, con perfetta oggettività. Siccome niente interessa o spinge ad aver ragioni per alterarlo, io non lo altero.
     E così riesco < > 


FERNANDO PESSOA (1888 – 1935), Il libro dell’inquietudine (composto dagli anni Dieci del Novecento al 1934, pubblicato in edizioni incomplete dal 1913 al 1932, edizione completa 2010), a cura, traduzione e introduzione di Valeria Tocco, Mondadori 2016 (I edizione Oscar Moderni, I edizione 2011), Prima fase, 16   10   [1913?], p. 24.


     
     Da minha abstenção de colaborar na existência do mundo exterior advém, entre outras coisas, um fenómeno psíquico curioso.
    Abstendo-me internamente da acção, desinteressando-me das coisas, consigo ver o mundo exterior quando atento nele com uma objectividade perfeita. Como nada interessa ou leva a ter razão para alterá-lo, não o altero.
    E assim consigo. 


FERNANDO PESSOA, Livro do Desassossego por Bernardo Soares, recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha, prefácio e organização de Jacinto do Prado Coelho, Ática, Lisboa
1982, vol. II, s.d., p. 356.

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